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Local de estudos deve ter conforto e organização

30/1/2007 

FERNANDA NOGUEIRA
Colaboração para a Folha de S.Paulo

Ter um local de estudos confortável e bem equipado em casa ajuda na hora da preparação para o vestibular. Desfrutar de um escritório ou de uma biblioteca é o ideal, mas, na falta deles, o quarto, além de proporcionar boas noites de sono, também pode favorecer as horas de estudo.

Para isso basta que recomendações básicas sejam seguidas e que as duas funções --descanso e trabalho-- se misturem o mínimo possível.

O primeiro passo é providenciar uma bancada, mesa ou escravinha com espaço suficiente para acomodar um computador e para distribuir livros e cadernos. A altura ideal do móvel fica entre 70 centímetros e 75 centímetros, segundo o arquiteto Carlos André Palatnic.

"Uma mesa com a altura errada vai causar desconforto e dar dor nas costas", explica Palatnic. Uma boa opção de material para usar na mesa é a fórmica. "É fácil de limpar e boa para escrever e desenhar em cima", afirma o arquiteto. Já a cadeira precisa ter altura regulável e ser confortável.

Os fios do computador precisam ficar embutidos e elementos como a HD e a impressora devem ficar em armários e gavetas para ficarem à mostra só quando forem ser usados. "Isso é para que não interfiram demais nas outras funções do espaço, dando a impressão de que a pessoa está dormindo num escritório", diz Palatnic. O local em que ficarem os aparelhos tem de ser bem ventilado.

Marcel Povlovitsch Seixas, 18, estuda durante o dia no cursinho e à noite em casa. O quarto dele é equipado com uma escravinha grande, computador, prateleiras e luminária. "É bem confortável", afirma o estudante. Os pontos fracos, segundo o arquiteto Itamar Berezin, são a cadeira, com encosto de madeira, e a altura da luminária, "muito baixa".
A posição da mesa de Marcel em relação à janela está certa. "De preferência, deve ficar de lado, para o estudante se beneficiar da boa claridade e ventilação. Se ficar de frente, a luz pode bater no rosto", diz Berezin.

Já no quarto de Marina de Oliveira Evangelista, 17, a mesa fica em frente à janela, o que pode causar calor excessivo e tirar a atenção. "A janela fica virada para a rua, mas como o movimento é tranqüilo, não me distraio muito. O sol também não me incomoda", diz Marina.

De acordo com os arquitetos, sobre a escrivaninha precisam ficar apenas o computador e os livros que serão usados no dia. O restante do material deve ficar em gavetas, prateleiras ou armários. "É importante que a mesa e o quarto em geral estejam sempre bem arrumados", afirma Berezin.

Quarto pequeno

No caso de Ana Luiza Narvaez Ragnolli, 18, o problema é o espaço reduzido do quarto. "Só cabe a cama, duas cômodas e dois armários", diz. Por isso, ela estuda na mesa de jantar, quando a mãe não está em casa, ou senão distribui almofadas e edredons do lado da cama e senta no chão do quarto.

Se o dormitório é pequeno, a sugestão de Palatnic é, quando possível, usar uma cama suspensa, espécie de mezanino, e embutir a escrivaninha e prateleiras embaixo dela. "A iluminação poderá ser instalada embaixo da cama."

Armários altos também ajudam a desobstruir o espaço e favorecem a movimentação no dormitório. Outra opção é que a mesa seja um elemento que possa ser escamoteado, ou seja, que quando não estiver sendo usada "desapareça" ao ser presa à parede ou a um armário.

Quando a necessidade é abafar ruídos vindos de fora, tapetes, cortinas e quadros são aliados. "Normalmente, os dormitórios já são mais silenciosos do que outros cômodos, mas tecidos e madeiras ajudam a evitar o eco", diz Berezin. O mesmo truque pode ser usado no corredor de acesso ao quarto.

A melhor iluminação é a natural. Para as noites de estudo, os arquitetos sugerem o uso de lâmpadas fluorescentes. "As com tom amarelado são as mais agradáveis", diz Berezin.

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