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Nova fase é motivo de apreensão

13/2/2007 

FERNANDA NOGUEIRA
Colaboração para a Folha de S.Paulo

Com a aprovação no vestibular, vem a sensação de alívio e logo depois a de ansiedade novamente. O que me espera na universidade? As preocupações e dúvidas são várias: trote, aulas e provas difíceis, gente nova, mudança de cidade, festas. Quando o assunto são os estudos, a apreensão que atinge a todos é a de se adaptar ao estilo de trabalho da universidade.

"No ensino médio, os estudantes têm aula com manuais e apostilas e têm uma formação geral. Na universidade, passam a ter disciplinas mais específicas, com leituras amplas, e os professores exigem posicionamento crítico", explica o chefe do departamento de história da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Assis, Ivan Esperança Rocha.

Para Tatiane Tanus Quinteiro, 21, que passou em relações públicas na Faculdade Cásper Líbero, a expectativa é com relação ao curso. "Não vejo a hora de assistir às aulas e ver se escolhi certo", diz a estudante, que também prestou design, mas não passou no vestibular e já chegou a pensar em fazer geografia e publicidade.

Já André Pantalena Yoshimatsu, 22, tem uma preocupação a mais que Tatiane. Para fazer a faculdade, vai ter de sair da casa dos pais. André passou em fisioterapia na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), e ainda vai decidir qual fará.

Sua única certeza é que vai mudar de cidade, já que o curso de fisioterapia da Unifesp é ministrado em Santos e o da UFSCar, em São Carlos.

Ir viver longe de casa, segundo o professor Rocha, significa, pela primeira vez, ser responsável por moradia, alimentação, transporte, vestuário, o que é um choque para muitos estudantes. "É a primeira experiência de saída da barra da saia dos pais", afirma Rocha.

Para que o estudante agüente tantas novidades, o apoio da família, da universidade e de amigos é fundamental. Na Unesp de Assis, desde o ano passado, famílias da cidade começaram a ser convidadas para apadrinhar alunos, principalmente os de famílias carentes. "Eles ajudam oferecendo-se para dar orientações sobre todos os assuntos que afligem os universitários", diz Rocha.

Semana de recepção

Mas há um outro tipo de família que pode ajudar bastante na universidade, os amigos. E criar uma boa rede de contatos no início da vida acadêmica depende muito da participação nos eventos que costumam fazer parte da programação da primeira semana de aulas.

O Grêmio Politécnico da USP, por exemplo, está preparando, em conjunto com a universidade, com a Associação Atlética Acadêmica Politécnica e com o Diretório Central dos Estudantes, uma intensa agenda de atividades para a semana de recepção aos calouros.

Haverá aula inaugural, apresentação e contextualização das disciplinas do primeiro semestre, apresentação do grêmio, da atlética e do Cepeusp (o centro de práticas esportivas) e atividades de integração para os calouros, que incluem tarde cultural, festa e jogos, como a caça ao tesouro.

"A idéia é promover a integração dos calouros, independentemente de desempenho no vestibular, turma, local de moradia, idade. Queremos estimular a apropriação do campus como um todo", diz Haydée Svab, diretora do grêmio.

André, que já iniciou física e ciência da computação, mas desistiu dos dois cursos, diz que a semana de recepção é a parte mais "legal" da entrada na universidade. "Você é o centro das atenções da faculdade. Precisa participar para se enturmar. Você conhece todo mundo, calouros e veteranos", afirma.

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