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Para escolher a escola, pais e filhos devem ser ouvidos

24/9/2006 

Colaboração para a Folha

Apenas na cidade de São Paulo, de acordo com a Secretaria de Estado da Educação, são mais de 6.000 instituições, entre públicas e particulares, e essa variedade só aumenta a insegurança dos pais na hora de escolher a escola, principalmente a dos filhos menores. Para auxiliar nesta tarefa, a Folha ouviu educadores de todo o país para selecionar quais os principais aspectos a serem levados em consideração.

Antes de procurar uma escola, no entanto, é preciso saber que tipo de pai é e quais as principais características da criança. "O fato de ter um filho tímido ou extrovertido, por exemplo, é determinante na escolha do tipo de escola", diz Noely Weffort, chefe do Departamento de Fundamentos da Educação da PUC-SP.

Depois, segundo os educadores, é preciso observar os critérios mais objetivos. O projeto pedagógico é o primeiro deles. "As crianças pequenas aprendem por meio da brincadeira, e isso vale para qualquer conteúdo, desde regras de conduta até conceitos matemáticos, leitura e escrita", diz Bianca Correa, da USP de Ribeirão Preto.

Após os seis anos, o importante é observar se a escola não se isola dos fatos cotidianos do aluno. Leni Dornelles, vice-diretora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), afirma que a escola deve produzir sujeitos para viver qualquer situação da vida, e não apenas para ser aprovado no vestibular.

A infra-estrutura da escola também não pode ser deixada de lado. "É importante ver a organização do espaço, ver como a escola está preparada para receber a criança", diz Dornelles. Para ela, a organização do espaço reflete como a escola enxerga o aluno.

Outra coisa importante é estabelecer uma relação de confiança com a instituição. Também deve-se averiguar se a escola investe em cursos de atualização dos professores. "Os pais precisam observar a escola e ver se os professores estão satisfeitos em trabalhar lá, se estão felizes e se sentem respeitados, isso é o primeiro passo, já que são eles que têm uma relação direta com os alunos", diz a psicóloga Rosely Sayão.

O que é extra também não pode ser deixado de fora. Atividades como informática, danças, esportes e línguas estrangeiras complementam e auxiliam o aprendizado.

O psicólogo Yves de la Taille, professor-titular do Instituto de Psicologia da USP, lembra também que a escola deveria se preocupar mais com a formação dos valores dos alunos.

"Nesta etapa da vida as crianças estão desvendando o mundo, tentando compreender o universo de relações que as cerca", diz Bianca.
Na hora de escolher, até a localização deve ser levada em conta, segundo os especialistas, para que o ato de ir para a escola não se torne algo cansativo e para que a criança possa ir sozinha, quando estiver maior, para adquirir autonomia.

Outra coisa é saber se as despesas com a nova escola cabem no bolso, já que as mensalidades das escolas particulares em São Paulo variam de R$ 400 a R$ 2.500. De acordo com o economista do IPEA Jorge Abrahão de Castro, o brasileiro gasta em média 3,6% do orçamento familiar com educação. Nas famílias com filhos em escolas públicas, esse gasto fica em torno de 1,1%, enquanto os pais de alunos de escolas particulares gastam em média 5,4%.

Relação de escolas na internet: http://escola.edunet.sp.gov.br/ pesquisas/Index-Escolas.asp

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