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Garota diz que teve de ficar nua em trote

9/2/2007 

GABRIEL BATISTA
do Agora

Uma universitária de 17 anos acusou veteranos do curso de odontologia da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo) de rasgar sua blusa, calcinha e sutiã durante um trote.

A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso. Os supostos agressores da estudante ainda não foram identificados.

O caso, segundo o pai da estudante, ocorreu às 9h da última segunda-feira, quando ela participaria da primeira aula no curso de odontologia da Unicid.

Pela descrição, os veteranos retiraram a garota e outros 27 calouros, amarrados uns aos outros, da sala de aula em que estavam. As agressões começaram no caminho entre a universidade, no Tatuapé (zona leste de São Paulo), e a estação Carrão do metrô.

A pior parte do trote, de acordo com o relato, ocorreu quando a estudante ficou com os seios à mostra e foi chamada de prostituta pelos veteranos. Ainda de acordo com o pai dela, alguns dos agressores chegaram a passar a mão na garota.

Choro

Desesperada diante da situação, a estudante chegou a chorar e implorar, sem êxito, pelo fim do trote, afirmou à reportagem o pai da estudante.

Entre os agressores, contou, havia rapazes e mulheres. Foi um grupo de garotas, sempre de acordo com o relato do pai, que cortou a roupa da estudante com uma tesoura.

Embora não saiba dizer quantas foram as vítimas, o pai da estudante afirma que outras calouras sofreram o mesmo tipo de constrangimento pelos veteranos da Unicid.

Comissão interna

A Unicid declarou, por meio de nota, que lamenta o ocorrido e que "instaurou uma comissão interna para investigar os fatos e tomar as medidas cabíveis". Afirmou ainda que os envolvidos podem ser expulsos da universidade e que se colocou à disposição da vítima.

A vítima registrou queixa na 5ª Delegacia de Defesa da Mulher da capital (zona leste), por crimes de lesão corporal dolosa e constrangimento ilegal. A delegada Marli Tavares abriu inquérito para apurar o caso e descobrir quem são os agressores. "Eles podem responder a esses crimes", afirmou.

Após o trote, a estudante não foi mais à universidade, ainda segundo o pai. "[Ela] está mal. Mas deve voltar à aula na segunda-feira e ficar na companhia da irmã, de 25 anos, que é advogada", afirmou o pai.

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